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Medite: Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança !!! - Salmos Cap: 33 Vers: 12

Surfnews


Hurley Pro Trestles 2017

Publicado em: 13/09/2017

Quatro brasileiros aproveitaram a segunda chance de classificação para a terceira fase do Hurley Pro Trestles 2017, os paulistas Wiggolly Dantas e Miguel Pupo e os potiguares Italo Ferreira e Jadson André. Agora, são sete que continuam na disputa do título na Califórnia, com Adriano de Souza, Gabriel Medina e Filipe Toledo, que estrearam com vitórias no primeiro dia. Dois brasileiros que estão na zona do rebaixamento no CT, empatados em trigésimo lugar no ranking que mantém os 22 primeiros, venceram as duas baterias que abriram a terça-feira na Califórnia. A chamada para avaliar as condições do mar, será nesta quarta-feira, 12:00h, pelo horário de Brasília às 08:00 na Califórnia.

Miguel Pupo em ação. Ft: Divulgação WSL / Kenneth Morris

O potiguar Jadson André enfrentou o local de San Clemente, Kolohe Andino, que começou melhor com uma nota 7,17 contra 5,83 do brasileiro. Mas, Jadson ficou mais ativo e na terceira onda completou um aéreo em sua combinação de manobras para ganhar nota 7,00. Ele continuou buscando trocar a mais baixa, porém só aumentou um pouquinho, de 5,83 para 5,93. Enquanto isso, o americano ficou esperando, esperando, pegando apenas mais uma onda que chegou perto da virada, recebendo 5,33 para alivio de Jadson André, que venceu por 12,93 a 12,50 pontos.

Jadson André em ação. Ft: Divulgação WSL / Kenneth Morris

“O Kolohe (Andino) é local daqui, conhece essa onda muito bem, mas as vezes é complicado isso porque você fica na pressão”, disse Jadson André. “Eu já sabia que ele não tem um bom histórico aqui, então tentei usar tudo isso a meu favor e deu tudo certo, consegui vencer. Eu sabia que ia ser uma bateria difícil, como todas as outras, mas estou amarradão que dessa vez deu tudo certo pro meu lado”.

O paulista Miguel Pupo entrou no segundo duelo do dia e novamente seu oponente largou na frente, como na bateria do Jadson. O taitiano Michel Bourez botou pressão com 7,17 e Pupo só conseguiu 5,83 em sua terceira tentativa, pois as duas primeiras foram fracas. Ele falhou de novo e Bourez aumentou a vantagem em outra onda bem surfada que valeu 6,50. Mas, Pupo enfim entra em sintonia com as séries e pega três ondas boas seguidas para mostrar o seu surfe de manobras modernas e progressivas. Ele entra na briga com nota 7,43, depois ganha 6,73 e ainda iguala o 7,17 da maior nota do taitiano, selando a vitória por 14,60 a 13,67.

“Ontem (segunda-feira) não foi legal pra mim, perdi sem ter muitas oportunidades de surfar, mas tentei levar pro lado positivo. Voltei à tarde e fiquei umas duas horas surfando, tentando aplicar um pouco de mim nas ondas e essa bateria foi um exemplo disso”, disse Miguel Pupo, que já venceu uma etapa em Trestles do QS. “Este é um evento mais do que especial pra mim. Foi minha primeira vitória como surfista profissional. Não foi nem no Brasil, foi aqui nessa onda conhecida como o skate-park do mundo, todos adoram e é um privilégio estar aqui surfando nesse lugar incrível”.

Depois das derrotas dos mais bem ranqueados para Jadson e Miguel nos dois primeiros confrontos da terça-feira, os cabeças de chave que competiam com a lycra vermelha, enfim começaram a ganhar baterias. Um deles foi o paulista Wiggolly Dantas, que começou forte com notas 6,17 e 8,67 no critério excelente dos juízes e não deu chances para o italiano Leonardo Fioravanti. A vitória foi por massacrantes 14,84 a 7,60 pontos e Wiggolly segue tentando subir no ranking, para sair da incômoda 19.a posição que chegou na Califórnia.

Wiggolly Dantas em ação. Ft: Divulgação WSL / Sean Rowland

“Eu tentei começar com uma onda boa, porque sempre te dá mais confiança e você fica bem no restante da bateria”, disse Wiggolly Dantas. “Teve uma disputa no início ali pela prioridade (de escolha da próxima onda), mas os juízes acabaram dando pra ele, aí pensei que tudo bem, não importa, pois eu ia quebrar minha primeira onda e eles iam ter que dar a nota. Eu consegui surfar bem, soltar o meu surfe e vamos com tudo para o próximo rounde”.

O potiguar Italo Ferreira também começou bem e liderou toda a bateria contra o australiano Jack Freestone. Já havia sido assim quando ele estreou na segunda-feira contra o atual campeão mundial, mas o havaiano John John Florence acabou conseguindo a virada no final. O início foi o mesmo, com nota 8,5, com Italo achando uma esquerda lisa, perfeita para fazer um aéreo alto aterrissando na base, para sair fazendo manobras de borda até o fim. Quando Freestone conseguiu entrar na briga com nota 7,17, Italo respondeu com 7,43. O australiano ainda pega outra onda boa no minuto final e o drama da segunda-feira poderia se repetir, mas os juízes deram 7,57 e a vitória brasileira foi confirmada por 15,93 a 14,74 pontos.

Italo Ferreira em ação. Ft: Divulgação WSL / Sean Rowland

“A bateria foi muito boa porque consegui pegar boas ondas no início e isso me deixou um pouco confortável”, disse Italo Ferreira. “Eu já comecei com um 8,5, depois sentei lá fora esperando as séries e só fui trocando notas tentando aumentar meu score. Estou muito feliz por ter avançado. Ontem (segunda-feira) fiz uma bateria muito boa também e acabei perdendo no final, mas isso já é passado e agora é pensar no próximo rounde, manter a cabeça boa e pegar boas ondas para continuar passando as baterias”.

Apesar das quatro vitórias, o Brasil sofreu duas baixas na terça-feira. Ao contrário de Wiggolly Dantas, que segue na briga por pontos em Trestles para sair da rabeira do G-22, o vigésimo colocado, Caio Ibelli, só conseguiu completar uma onda boa na bateria e foi batido pelo americano Kanoa Igarashi por 13,80 a 11,30 pontos. O pernambucano Ian Gouveia também perdeu, mas o havaiano Ezekiel Lau fez os recordes do dia para vencer por 16,83 a 10,50 com a nota 9,50 na melhor onda surfada na terça-feira em Lower Trestles. Os dois terminaram em 25.o lugar recebendo apenas 500 pontos e 10.000 dólares pela participação no evento.

DUELOS BRASILEIROS – Com Ian Gouveia perdendo a bateria que fechou a repescagem, sete brasileiros vão disputar a terceira fase do Hurley Pro at Trestles e dois duelos verde-amarelos acabaram sendo formados na segunda rodada eliminatória da etapa norte-americana. Ou seja, dois já têm duas chances garantidas de passar para as quartas de final, mas dois serão eliminados em 13.o lugar com apenas 1.750 pontos no ranking. Quem vencer, já soma 4.000, mais do que o dobro.

Os brasileiros vão disputar as primeiras baterias da terceira fase. O número 6 do ranking, Adriano de Souza, que já abriu o campeonato na segunda-feira, está na primeira com o australiano Josh Kerr. Na segunda, entra o potiguar Italo Ferreira com o havaiano Sebastian Zietz. E a terceira será 100% verde-amarela, entre o paulista Gabriel Medina e o potiguar Jadson André. A seguinte é encabeçada pelo português Frederico Morais e na quinta bateria tem mais um brasileiro, Wiggolly Dantas, contra o australiano Adrian Buchan.

Nos duelos seguintes, os líderes do Jeep WSL Ranking enfrentam os convidados do Hurley Pro. O sul-africano Jordy Smith faz sua segunda defesa do título da etapa norte-americana competindo de lycra amarela contra o norte-americano Evan Geiselman. O vice-líder, John John Florence, atual campeão mundial, entra depois dele com o japonês Hiroto Ohhara. E duas baterias depois acontece o outro duelo brasileiro da terceira fase, entre dois grandes amigos e jovens papais, Filipe Toledo e Miguel Pupo, na décima bateria.

O Hurley Pro at Trestles está sendo transmitido pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo da WSL e no Facebook Live através da página da World Surf League no Facebook, passando ao vivo também pela ESPN+ e Globoesporte.com no Brasil, CBS Sports Network nos Estados Unidos, Fox Sports na Austrália, SKY NZ na Nova Zelândia, SFR Sports na França e em Portugal e EDGE Sports Network na China, Japão, Malásia e outros territórios asiáticos.

TERCEIRA FASE DO HURLEY PRO TRESTLES – 13.o lugar com 1.750 pontos e US$ 10.000:

01: Adriano de Souza (BRA) x Josh Kerr (AUS)

02: Sebastian Zietz (HAV) x Italo Ferreira (BRA)

03: Gabriel Medina (BRA) x Jadson André (BRA)

04: Frederico Morais (PRT) x Ezekiel Lau (HAV)

05: Adrian Buchan (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA)

06: Jordy Smith (AFR) x Evan Geiselman (EUA)

07: John John Florence (HAV) x Hiroto Ohhara (JPN)

08: Conner Coffin (EUA) x Jeremy Flores (FRA)

09: Mick Fanning (AUS) x Kanoa Igarashi (EUA)

10: Filipe Toledo (BRA) x Miguel Pupo (BRA)

11: Joan Duru (FRA) x Bede Durbidge (AUS)

12: Julian Wilson (AUS) x Ethan Ewing (AUS)

SEGUNDA FASE – Vitória=Terceira Fase / Derrota=25.o lugar com 500 pontos e US$ 10.000:

Baterias que fecharam a segunda-feira:

01: Evan Geiselman (EUA) 15.50 x 12.96 Matt Wilkinson (AUS)

02: Hiroto Ohhara (JPN) 15.73 x 15.43 Owen Wright (AUS)

03: Ethan Ewing (AUS) 11.03 x 9.07 Joel Parkinson (AUS)

04: Josh Kerr (AUS) 16.50 x 13.00 Connor O´Leary (AUS)

Baterias que abriram a terça-feira:

05: Jadson André (BRA) 12.93 x 12.50 Kolohe Andino (EUA)

06: Miguel Pupo (BRA) 14.60 x 13.67 Michel Bourez (TAH)

07: Joan Duru (FRA) 14.83 x 10.50 Nat Young (EUA)

08: Adrian Buchan (AUS) 14.60 x 13.70 Stu Kennedy (AUS)

09: Wiggolly Dantas (BRA) 14.84 x 7.60 Leonardo Fioravanti (ITA)

10: Kanoa Igarashi (EUA) 13.80 x 11.30 Caio Ibelli (BRA)

11: Italo Ferreira (BRA) 15.93 x 14.74 Jack Freestone (AUS)

12: Ezekiel Lau (HAV) 16.83 x 10.50 Ian Gouveia (BRA)

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo. Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

VEJAM ABAIXO O VÍDEO COM OS MELHORES MOMENTOS DA TERÇA-FEIRA EM TRESTLES:

Fonte: João Carvalho – WSL South America


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